sexta-feira, 5 de junho de 2009

Até a próxima!


Chegamos ao termino de um dos trabalhos mais interessantes e envolventes. O blog nos proporcionou um grande aprendizado, fugindo da mesmice da sala de aula. Aqui todos nós interagirmos um com os outros através dos comentários sobre as postagens e até mesmo sendo seguidores dos blogs de outras turmas. Expandir conhecimento e aprendizado foi nosso principal objetivo, e ele foi realizado da melhor maneira possivél. O Pagador de Promessas é um retrato da riqueza cultural brasileira que, quando mostrada em toda sua plenitude, surpreende o mundo e não encontra dificuldades para conquistar seu lugar entre os clássicos de todos os tempos. Embora escrita há três décadas, a história que Dias Gomes escreveu para o teatro e que serviu de base ao roteiro desenvolvido por Anselmo Duarte, fala de uma dinâmica social complexa que, muitas vezes, castiga o inocente até os limites da desesperança. Para isso, concorrem instituições diversas, que deveriam servir ao bem-estar dos homens, e mesmo seus semelhantes, que convivem em permanente conflito de interesses como em uma tragédia eterna. Tudo muito atual, embora as imagens em preto e branco e a linguagem fora de moda dificultem um pouco a percepção da profunda harmonia. É nesse desfecho que agradecemos alegremente a oportunidade de debate, compreenção e interação proporcionada pela Professora Giselly da disciplina Literatura do 1º ano.




O CLIMFU termina aqui, até o próximo trabalho!

3º Ato - O Pagador de Promessas



No entardecer do dia, muitas pessoas apareceram na praça que ficava logo em frente para a Igreja. O galego o dono de uma venda, um poeta, uma baiana e outros, todos eram a favor de Zé e ficaram ali para dar sua opinião. Nessas circunstâncias Rosa já arrependida pela traição, então volta. Logo após aparece um repórter e classifica Zé como o novo Messias, um apoiador da reforma agrária e cria uma revolta política em cima da promessa feita por ele. Um guarda apareceu e tentou convencer Zé a ir embora e depois ficou a favor dele junto ao padre, mas ele não aceitou. Com isso as apostas foram feitas, quanto ao dia que Zé ia ter a entrada ou não da igreja e a cruz. O superior do padre foi para a igreja, ficou a par da historia e ele propôs que Zé pedisse perdão por seu pecado e fosse embora abandonando a cruz, mas o Zé não aceitou. Com pinta de Bonitão, apareceu na praça um policial que ficou observando Zé, esperando que ele fizesse algo de errado para comentar com Rosa, mas ele estava ciente da situação que o marido estava passando, suplicou ao marido para ir embora novamente, mas ele estava irredutível. Nessas circunstâncias o Bonitão reapareceu e Rosa foi com ele. Ao chegar ao locar o delegado e alguns policiais estavam querendo levar o Zé-do-burro para ser preso, mas Zé afirmou que dali só sairia morto, pois ele não tinha nada a temer e ao mesmo tempo estava se declarando inocente. Rapidamente uma confusão aconteceu e um tiro pegou em Zé, onde o feriu mortalmente. Os policiais foram embora, mas o padre se sentiu culpado e os capoeiristas que estavam na praça pegaram o corpo de Zé e o coloraram sobre a cruz, levando-os para dentro da igreja.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Expandindo conhecimento - O Pagador de Promessas


Principais Premiações


  • Palma de Ouro no Festival de Cannes, França (Melhor longa-metragem), 1962;

  • Festival Internacional de São Francisco, Estados Unidos (Melhor filme) prêmio Darius Milhaud e melhor música (Golden Gate),1962;

  • Melhor filme, produtor (Oswaldo Massaini), ator (Leonardo Villar) e prêmio especial (Anselmo Duarte e Dias Gomes), prêmio Saci, São Paulo, 1962;

  • Melhor filme, diretor, ator (Leonardo Villar), atriz (Norma Bengell), ator secundário (Geraldo del Rey) e revelação (Glória Menezes), V Festival de Cinema de Curitiba, Paraná, 1962;

  • Melhor filme, diretor, ator (Leonardo Villar) e atriz (Glória Menezes), troféu Cinelândia, Rio de Janeiro, 1962.


Curiosidades

  • O Pagador de Promessas foi o primeiro e até agora o único filme brasileiro a ser premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
  • Foi exibido na Casa Branca, em 17.12.1962 e entusiasticamente aplaudido pelo presidente Kennedy, diplomatas e jornalistas.
  • Segundo o site adoro cinema brasileiro, quando o filme o Pagador de Promessas ganhou a Palma de Ouro, teve que lutar contra muito mais que outros filmes. O Embaixador em Paris e o Itamaraty não acreditavam realmente no cinema brasileiro, chegando ao ponto de não emprestar a bandeira do Brasil para o festival. O problema da bandeira foi resolvido quando Anselmo Duarte encontrou numa casa a bandeira hasteada. Porém a bandeira não tinha metade do tamanho do padrão e, pela primeira vez, só se hasteou a bandeira do vencedor, as outras ficaram cerradas, caso fossem também abertas seria possível notar que a do Brasil era menor.



Confira as letras das canções do filme:

terça-feira, 19 de maio de 2009

1º Capítulo - O pagador de Promessas



1º Ato



Zé-do-burro era um homem muito simples, vivia na companhia da mulher e de seu animal, um burro por quem tinha muito apego. Certa vez o animal foi ferido na cabeça por um galho de árvore e Zé, ao ver a situação do animal, fez uma promessa à Santa Bárbara. Prometeu que dividiria suas terras entre os necessitados e carregaria uma cruz tão pesada como a de Jesus até à igreja da Santa. Como em sua cidade não havia a igreja, fez a promessa em um terreiro de candomblé, onde ela é conhecida pelo nome de Iansan. Saiu de sua terra no interior da Bahia carregando uma cruz, junto com sua esposa. Caminharam sessenta léguas até que chegaram à igreja de Santa Bárbara em Salvador. Saíram às cinco da manhã e chegaram à igreja um pouco antes desse horário. Por mais que Rosa insistisse para que ele deixasse a cruz na porta, Zé mantinha-se firme na ideia de que a promessa só seria cumprida se ele deixasse a cruz na frente do altar como prometera. Nessas circunstâncias Rosa se deitou nos degraus da igreja e cochilou. Zé, que estava extremamente cansado da jornada com a cruz, ficou tentando se manter em vigília, mas pegava no sono constantemente.